Projeto nasce da experiência de Camila Gaspar e Camila Brito enquanto imigrantes e ex-funcionárias da agência. Objetivo é mostrar como superar a falta de informação sobre regularização em Portugal.
As brasileiras Camila Gaspar e Camila Brito criaram a Immigra Hub, startup que tem como objetivo ajudar imigrantes a navegarem pelo site da AIMA Joni Ricos
A Immigra Hub é uma plataforma digital do segmento GovTech criada para facilitar a regularização migratória em Portugal. Idealizado pelas brasileiras Camila Gaspar e Camila Brito, ambas paulistas, residentes em Lisboa e ex-funcionárias da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), o projeto será lançado oficialmente no final de abril e pretende oferecer orientação acessível, suporte informativo e ferramentas tecnológicas para imigrantes que enfrentam dificuldades nos processos administrativos no país.
A proposta, segundo Camila Gaspar, é atuar como intermediária tecnológica entre as necessidades dos cidadãos estrangeiros e as políticas públicas portuguesas, contribuindo, dentre outros aspectos, para reduzir filas e a falta de informações claras sobre procedimentos de regularização. A plataforma funcionará em português e inglês e incluirá um chatbot gratuito, chamado IMMI, destinado a esclarecer dúvidas iniciais e, quando necessário, encaminhar o usuário a profissionais especializados.
Brasileiras e ex-servidoras da AIMA criam startup voltada à imigração em Portugal
Camila Gaspar define a iniciativa, que combina experiência institucional, pesquisa acadêmica e inovação tecnológica, como uma GovTech independente, voltada ao desenvolvimento de soluções de interesse público e também um suporte para tornar mais transparente e acessível o processo de regularização migratória em Portugal. “A plataforma é 100% gratuita. Hoje, há uma dificuldade imensa de acesso à informação, e o imigrante acaba por se perder entre os caminhos. É nisso que queremos ajudar”.
“Não estamos vindo da linha de frente de assessoria jurídica, tampouco de serviços de resolução de documentação. Não buscamos vender promessas de nacionalidade, tampouco de regularização, nomeadamente autorização de residência, ou coisas desse tipo. Somos um hub que trabalha com dados e, a partir da leitura de dados, temos uma ponte entre o Estado e a população”, acrescenta Camila Gaspar.
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