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O privilégio de não ser imigrante

As perguntas sobre benefícios raramente são dirigidas a quem chega com rendimentos elevados. Apenas o imigrante trabalhador continua sentado no banco dos réus.

O debate sobre imigração em Portugal tornou-se profundamente desigual.

A diferença começa, desde logo, na forma como identificamos quem chega para trabalhar na construção, na agricultura, na restauração, nas limpezas ou nos cuidados a idosos e quem chega com património, pensões elevadas ou um salário pago por uma empresa sediada noutro país. Estes últimos raramente são chamados imigrantes. São “expatriados”, “residentes internacionais” ou “nómadas digitais”.

Uns são apresentados como um problema. Outros como uma oportunidade. Uns têm de justificar permanentemente a sua presença. Outros são recebidos como símbolos de cosmopolitismo, investimento e sucesso económico.

https://visao.pt/opiniao/ponto-de-vista/igualmente-desiguais/2026-07-14-opiniao-o-privilegio-de-nao-ser-imigrante/

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